terça-feira, dezembro 15, 2009

Correndo contra o tempo



Olá, leitores! Há algum tempo não fotografo paisagens, puramente por falta de tempo ou falta de algum lugar próximo que realmente valha a pena - seja por ser diferente, ou por estar diferente. Além do mais, geralmente acabo de trabalhar quando a noite já caiu, tornando minha atividade fotográfica quase inútil para este tipo de registro.
Entretanto, hoje voltei mais cedo do trabalho, cheguei em casa e fui verificar minha caixa de correio eletrônico. Sentado ao computador, próximo à janela, percebi que as cores da atmosfera estavam diferentes, com um certo amarelado incomum. Já vacinado em relação a estas mudanças - quando isso acontece é porque o céu exibirá, via de regra, cores deslumbrantes - peguei minha câmera e a bicicleta para correr para o alto da ladeira do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, pois, de acordo com a hora, teria apenas alguns míseros minutos para registrar as cores do por-do-sol. Esbaforido, subi a ladeira de bicicleta como um iron man e consegui chegar lá. Do topo, a vista era tão desbundante que quase chorei. Nessas horas, a fotografia assume seu papel maior, o de registrar momentos que nunca vão sumir de sua memória. A imagem que posto hoje é uma que acontece raramente, e todo o esforço para consegui-la foi válido. Claro que eu não perderia isso por nada, pois uma oportunidade única como essa não é para ser desperdiçada. Espero que gostem.

segunda-feira, dezembro 07, 2009


CRIANDO ILUSÕES


Um dos poderes que a fotografia tem e que sempre me fascinou é a possibilidade de criar ilusões. Desde pequeno sempre me interessei por ilusões de ótica e outros fenômenos óticos em geral, como a estereoscopia, por exemplo.
Um fenômeno interessante que virou até meio clichê no mundo da fotografia é a refração, que cria ilusões bem interessantes. As fotos mais comuns que fazem uso desse fenômeno mostram elementos do plano de fundo da fotografia invertidos em pingos de água. Entretanto, este fenômeno só é observável com facilidade quando usamos objetivas macro potentes, ou filtros close-up como o que usei para foto de hoje, para que possamos nos aproximar o máximo possível do assunto fotografado.
No dia em que fiz esta foto, havia chovido a noite anterior inteira, deixando o jardim que fotografei completamente molhado. Como gotículas dão uma esteticidade especial a fotos de flores e afins, aproveitei a oportunidade para tentar algumas tomadas.
No início, não conseguia achar flores bonitas o suficiente para serem fotografadas. Todas já haviam aparecido em alguma foto minha anterior, e fotografá-las novamente simplesmente não fazia sentido. Ao começar a testar o quão próximo eu conseguia chegar das folhas, o fenômeno da refração ficou bem evidente em uma das aproximações. Como não havia nada de interessante no plano de fundo para tornar o fenômeno atraente no registro, decidi usar minha própria mão como elemento refratado e criar algum interesse na foto. O resultado é este que vocês podem conferir.
Essa foi minha primeira experiência com a refração, e ainda é muito ruim se comparada às outras fotos que já vi do assunto. Mas, com treino e insistência, eu ainda conseguirei uma foto mais formidável que essa, e quando a conseguir, podem ter certeza que a compartilharei com todos aqui.

sexta-feira, setembro 11, 2009


CHEGANDO MAIS PERTO


Olá, leitores! Desculpem-me pela longa ausência, mas é que depois que minha filha nasceu, tenho tido muito pouco tempo para me dedicar à internet. Mas a espera compensa, e neste meio-tempo aproveitei para tirar umas fotos. Ah, e a minha coleção de câmeras cresceu também: agora sou o feliz proprietário de uma Rolleiflex 3.5/75 e de uma Canon EOS 30, sendo que a última veio com um conjunto de filtros, dentre os quais um filtro Closeup +4 da Kenko, uma espécie de lente extra para fotografia em macro.

Fotos em macro são, de um modo geral, atraentes pelos detalhes que geralmente passam desapercebidos aos nossos olhos. O legal é que detalhes de praticamente tudo podem se tornar interessantes quando fotografados "intimamente", bem de pertinho, só que a um preço que pode ser caro: a profundidade de campo - área à frente e atrás do assunto que se encontra em foco na foto - é ínfima, e muitas vezes, a luz é pouca para uma fotografia feita sem tripé. Isso sem esquecer do preço de lentes específicas para este fim, que geralmente custam muito, mas muito dinheiro.

Entretanto, para o fotógrafo de bolsos mais rasos, há alternativas mais baratas que alcançam resultados de bons a muito bons. Dentre tais alternativas, há o tubo de extensão, o fole de extensão e os filtros closeup, que é o foco da coluna de hoje.

Filtros closeup são lentes acessórias que são acopladas à frente da objetiva - daí seu "apelido" de filtro, pois não é um na verdade - e que aproximam o foco de acordo com variações de dioptria. As variações mais comuns de dioptria são +1, +2, +3 e +4, e estes números correspondem à capacidade de aproximação do filtro. Eles ainda podem ser usados em conjunto para conseguir uma aproximação animal, mas claro que no final das contas a nitidez acaba sofrendo com o excesso de elementos à frente da objetiva.

Como é uma opção barata de fotografia macro, a maioria dos filtros closeup sofrem de um problema crônico: a definição nas bordas da imagem sofre uma suavização, e eles geralmente apresentam bastante aberração cromática, que é um fenômeno ótico que dispersa as cores, principalmente nas bordas da imagem. Mas, para minha sorte, o filtro que veio de brinde na minha Canon não sofre tanto dos problemas que citei. Resultado: tenho usado e abusado dele, tentando criar novas composições, mais próximas do meus assuntos. É um exercício fotográfico bastante prolífico, e as possibilidades são virtualmente infinitas.

Então, passeando pela rua de câmera em punho, deparei-me com esta simpática florzinha, que descia de uma espécie de trepadeira, no muro da portaria de um prédio. Aproveitei que estava com o filtro closeup e tirei esta foto, bem pertinho da flor. Usei a abertura máxima da objetiva, para manter o fundo bem desfocado, e apertei o botão disparador. O resultado foi exatamente como havia imaginado.

Esta sessão fotográfica também foi uma oportunidade para experimentar o negativo Fuji Pro 160S, um negativo da linha profissional da Fuji que tem cores muito bem balanceadas, com uma profundidade tonal muito boa. Como anda difícil achar negativos como este nas lojinhas de fotografia comuns, comprei um lote dele no e-bay - site de compra e venda americano, similar ao Mercado Livre - e recebi o produto no conforto da minha casa, e o que é melhor: por um preço melhor do que o praticado aqui. Como adoro fotografar com filme, certmente outras encomendas como essa acontecerão no futuro.

Bom, espero que tenham gostado da explicação e da foto, e que a coluna de hoje tenha servido como inspiração para os amantes da macrofotografia experimentarem as alternativas disponíveis para alcançar os resultados desejados.

Até a próxima edição!

segunda-feira, maio 11, 2009

FELIZ DIA DAS MÃES!
Olá, queridos leitores. Hoje volto à cena para postar uma foto que não é nada original, já foi feita um milhão de vezes, mas é sempre um prazer fazê-la, claro que com uma certa moderação: uma foto de flor. Principalmente quando se trata de uma rosa, talvez a mais popular de todas as flores. E como o domingo foi dia de comemoração do dia das mães, nada mais justo do que oferecer esta foto para todas as mães do mundo, que agüentam (com trema ainda) o trampo de todos os dias, tirando de letra o que seria para nós, reles mortais, uma dificuldade tremenda.


Mas vamos à foto propriamente dita. Como vocês já puderam perceber, fotografo bastante com luz natural, até porque é desta que disponho no meu dia-a-dia fotográfico. E para fazer esta foto, nada mais usei do que luz natural. Para dar destaque aos contornos e cores fortes da rosa, posicionei-a contra um fundo preto feito de papel cartão e a subexpus em mais ou menos meio ponto. A leve subexposição conferiu um ar de chiaroscuro à imagem. A composição é bem clássica, mas gosto bastante dos resultados obtidos desta forma. A parte mais difícil foi lutar contra o vento que insistia em balançar a rosa e o cartão, e o perigo era agravado mais ainda pelo fato de ter usado uma velocidade de obturação lenta - 1/20 @ f:3.1, que causa borrões em qualquer coisa que se mexa. Com um pouco de paciência e alguns fotogramas, consegui chegar a esta imagem. Espero que curtam, e tentem também conseguir imagens de beleza estética sem precisar de grandes parafernálias.




sexta-feira, janeiro 30, 2009




Tirando o pó do blog

Bem-vindos de volta ao blog, leitores! Muita coisa aconteceu durante este período de ausência da blogosfera, inclusive a aquisição de uma nova câmera para meu panteão. Consegui uma Fuji Finepix S5100, uma câmera digital bastante versátil, muito mais do que minha antiga Nikon Coolpix. Bom, durante esta ausência, aproveitei para tirar muitas fotos - menos do que gostaria, na verdade - e hoje volto aqui para postar alguns dos resultados.


Uma das obrigações de todo fotógrafo amador é andar com sua câmera para lá e para cá, como se ela fosse uma extensão de seu corpo. Embora eu não siga isto à risca, sempre que possível carrego minha companheira. Em uma destas andanças, passei por uma loja de roupas de cama e fiquei encantado com os adornos que os vitrinistas escolheram para decorar a vitrine da tal loja: umas bonecas de fadas que pareciam bem reais, muito diferente das Fisher Price da vida. Elas não só eram bem convincentes, mas também tinham expressões etéreas em seus rostos. De posse da câmera, cheguei bem perto da vitrine, escolhi uma abertura bem grande do diafragma para isolar o assunto do fundo que era detalhado demais e cliquei. Interessantemente, o fundo, por ter uma fotometria diferente do primeiro plano, saiu escuro e com cores frias, e o reflexo da vitrine conferiu à cena uma espécie de neblina. Gostei muito do resultado, parecia que tinha encontrado uma fadinha em um bosque de manhã bem cedo, naquele horário o qual a neblina ainda não se dissipou. Esta é uma característica que me encanta na fotografia; a possibilidade de criar uma atmosfera envolvente a partir de algo que nem você acreditava que resultaria em uma foto interessante.


Deste dia em diante, vi que a regrinha de carregar a câmera fotográfica a tiracolo é de fato útil. O problema é ter sempre espaço na bolsa para isso... Mas este empecilho aos poucos vai deixando de ter importância, e mais e mais vou aproveitando as oportunidades. Abraços e até o próximo post!

terça-feira, fevereiro 12, 2008


De volta à atividade


Olá, leitores!
Recentemente decidi dar um pouco de uso a uma de minhas câmeras que andou posta de lado por um tempo. Estou me referindo à minha Praktina FX, jóia alemã fabricada nos anos 50 que ganhei de presente de um grande amigo. Além da câmera propriamennte dita, o conjunto que veio com ela inclui uma teleobjetiva curta, de 135mm da Carl Zeiss Jena, a Triotar, e um fole de extensão. Este último acessório era uma novidade para mim. Embora já tivesse ouvido falar dele, nunca havia usado um. Ele é um acessório usado para macrofotografia, onde é possível focalizar a distâncias muito reduzidas. Ele se assemelha a uma sanfona, e a objetiva é acoplada em sua parte posterior. O conjunto fica pesado, mas os resultados são muito interessantes.De posse desta parafernália, decidi tirar umas fotos de flores usando o acessório, já que a aproximação do foco que ele permite é muito superior às minhas lentes comuns. Só havia um problema: como toda foto macro, a profundidade de campo é muito reduzida, e é necessário apelar para aberturas do diafragma bastante pequenas, para assegurar que boa parte do assunto fique corretamente focalizado.Bom, isto parece relativamente fácil quando se trata de uma foto em estúdio, onde a iluminação e o assunto são controláveis. Agora, quando se trata de fotos de natureza, a coisa assume outros ares: como você vai fotografar com luz natural, para poder manter a maior profundidade de campo possível é necessário usar uma abertura do diafragma pequena. Isto significa velocidades mais baixas do obturador. E se você está disposto a fotografar flores ao natural, pode ser complicado, pois qualquer ventinho pode deixar sua foto um desastre, toda borrada. Para amenizar o problema, escolhi um dia daqueles nublado-claros, tipo mormaço, para que conseguisse uma boa luminosidade sem ter aquelas sombras duras horrorosas típicas de dias ensolarados. Esta decisão foi providencial para conseguir um resultado mais satisfatório.Um outro detalhe que poderia me atravancar na hora de fotografar era a ausência de um fotômetro. Como esta câmera é muito antiga, fotômetros embutidos não eram comuns - ou não existiam, então tive que levar uma câmera reserva, com fotômetro calibrado, para fazer a leitura da luz. Quando usamos um fole de extensão, há uma perda da quantidade de luz que entra pela lente, dada a distância que a mesma toma do plano focal. Sem ter a menor noção de como compensar esta perda, decidi que faria uma compensação de apenas um ponto de exposição e confiaria na latitude de exposição do negativo. Não é que deu certo? :)Como toda experiência fotográfica, várias exposições são necessárias para que você consiga um bom resultado. No caso da foto de hoje, devo admitir que dei sorte: fiz apenas uma exposição para ela. O foco, no entanto, não foi tão feliz por conta da resumida profundidade de campo, mas ainda assim gostei do conjunto da imagem. O fundo ficou bastante difuso em virtude da focalização próxima, e as cores se destacaram. Da próxima vez, acho que consigo acertar mais ainda. É torcer e experimentar.

segunda-feira, janeiro 28, 2008


Visita ao paraíso


Bom dia, amigos!
Estou aproveitando meus últimos dias de férias para atualizar meu blog com mais freqüência, e, por tabela, fotografar. Na semana passada visitei o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um verdadeiro espetáculo da natureza na meio da selva urbana. É impressionante como você fica imerso em outro mundo, mesmo estando a alguns metros do caos da cidade. O silêncio, o verde e o cheiro de natureza são elementos que embriagam as mais urbanóides das criaturas.


Bom, esta não foi a primeira vez que fui a este santuário para fotografar. Já havia estado lá há dois anos mais ou menos, mas fui com menos recursos. Desta vez, pude ir um pouco mais equipado, para tentar extrair um pouco mais das belezas do local. Ainda não consegui fazer tudo que queria, mas confesso que só estar lá já vale a "viagem". Tendo aumentado a minha gama de possibilidades com duas lentes extras, um tripé e o filtro polarizador, parti para o Rio com toda esta parafernália. Pesa bastante, mas compensa. Fotógrafo é assim mesmo; se quer ter o melhor resultado, tem que suar.


Na vez anterior que visitei o Jardim Botânico, topei com um problema que para os menos experientes seria um ponto positivo: excesso de luz solar. Quando daquela vez, o céu estava aberto, e o sol brilhava intensamente. Isto é suficiente para criar contrastes muito fortes, dificultando a leitura correta da luz. Resultado: áreas de sombra muito escuras e altas luzes quase que estouradas, sem detalhes. Desta última vez, escolhi um dia nublado, para que as nuvens servissem de difusoras da luz solar. O resultado é uma luz muito mais uniforme, com menos contraste e que produz sombras muito mais suaves. Juntando-se a isto, o polarizador ajudou - e muito - a reduzir os reflexos da luz nas superfícies, sobretudo das folhas, trazendo a saturação de suas cores à tona. Enfim, tudo parecia estar a meu favor.Das milhares de possibilidades fotográficas do lugar, uma que muito me chamou a atenção foram os lírios dos pequenos lagos que você pode encontrar aos montes. Estas flores têm uma cor viva, que contrasta bastante com os verdes e marrons do resto da cena. Nesta última incursão, munido da minha Zenit 12XP e equipado com uma teleobjetiva curta de 135mm, consegui captar mais detalhes destas belas flores por conseguir uma imagem mais ampliada do assunto. Embora a lente não fosse capaz de me dar o resultado 100% como queria, a ampliação por ela gerada foi suficiente para me satisfazer. Para atingir os 100% que desejava, minha lente teria que cobrir uma distância focal maior, do tipo 200mm ou mais, e, de preferência, ser macro. Mas aí também já estou querendo muito!


Das várias fotos que tirei, esta foi uma que gostei bastante, muito pelo contraste das cores de do padrão constituído pelas folhas redondas no lago. Para conseguir esta imagem, abaixei-me quase ao nível do lago, e usei uma abertura do diafragma grande o suficiente para manter o fundo levemente desfocado, sem sacrificar muito a nitidez da imagem. Por incrível que pareça, meu maior inimigo durante a sessão de fotos foram os malditos mosquitos. Nem fome, nem sede, nem calor. Somente as porcarias dos mosquitos.


A expedição pelo Jardim Botânico rendeu bons frutos de fato, e serviu para reiterar meu gosto pela fotografia de natureza. Os elementos de um cenário fantástico como o Jardim Botânico não precisam ser pagos, não reclamam de fazer pose e estão sempre dispostos a ser fotografados. Quando conseguir os últimos apetrechos para meu equipamento ficar completo para este tipo de fotografia, fiquem ligados; logo logo um outro álbum aparecerá, com mais detalhes ainda. Um abraço e voltem sempre.

terça-feira, janeiro 22, 2008


Soluções e mais soluções


Hoje volto ao blog para postar uma experiência que fiz com uma geringonça que fiz em casa para suavizar a luz do flash. A fotografia com flash, quando bem-feita, produz imagens de excelente qualidade, com luz suave, que não agride o assunto fotografado. Por outro lado, quando feita com o flash que vem embutido na sua câmera - principalmente se esta se tratar de uma câmera compacta - o resultado geralmente é sofrível. Quem nunca viu uma daquelas clássicas fotos de aniversário na qual as pessoas retratadas ficam brancas como fantasmas, contra um fundo negro, subexposto? Pois é, este efeito extremamente desagradável por muito tempo me fez ter um terrível asco por fotografias feitas com flash.Contudo, fotógrafos experientes - e curiosos também - conspiraram por algum tempo para conseguir chegar a uma solução para este mal, afinal de contas, fotografar em condições de luz precária era necessário em alguns casos, e a luz auxiliar do flash geralmente estragava a foto, ao invés de melhorá-la. Um cara chamado Gary Fong teve uma idéia interessante, ainda que óbvia ao ponto de várias pessoas se perguntarem "caraca... como nunca pensei nisto antes?". Ele criou, com materiais baratos e encontráveis em qualquer loja de materiais plásticos em geral, uma esfera translúcida que, acoplada ao topo do flash, difundia a luz deste, evitando aquele efeito terrível que descrevi no início do texto. Esta idéia tomou ares de salvação da lavoura para milhares de fotógrafos que dependiam do flash para realizar seu trabalho, como fotógrafos de casamento e afins, só que a um preço salgado demais para o que era. Qual a solução para este novo problema? FAÇA VOCÊ MESMO!!!Decidi tomar este passo para ter o meu próprio "lightsphere" (como Fong o batizou) a preço de banana. Peguei um destes potes de doce de leite comprado a varejo no supermercado, abri seu fundo e acoplei a tampa do porta-cebola que tinha na cozinha no topo do pote, para ajudar na difusão. Prendi toda esta parafernália no topo do flash e comecei a fotografar. Para minha surpresa, a engenhoca funcionou, ainda que valores de abertura e distância não tenham sido registrados, para fins de referência. A foto de hoje foi feita com minha esfera de luz Tabajara, aproveitando as cerejas que foram compradas para as festas de fim-de-ano. O fundo usado foi uma contracapa de apostila, daquelas de plástico. A luz do flash, além de difundida pela esfera, foi rebatida por uma superfície branca logo acima dele - na verdade, a prateleira da cozinha. Alguns ajustes de contraste e saturação no Photoshop, e cá está o resultado. A câmera usada foi a minha Zenit 12XP, equipada com a lente Helios 44M-4 58mm 1:2 e carregada com um rolo de Kodak Ultramax 400. Para firmeza, tripé e cabo disparador. Portanto, toda vez que vir alguma coisa que parece muito simples - mas que salva o dia, tente fazer você mesmo. No meu caso funcionou. Quem sabe você não tenha a mesma sorte?

quinta-feira, novembro 22, 2007



Olá, amigos leitores!


Depois de um longo jejum, volto com um novo post aqui no blog. Desculpem-me pela longa ausência, mas ando muito ocupado, e até minha atividade fotográfica andou meio posta de lado. Portanto, não se preocupem se eu sumir por algum tempo; uma hora eu volto.

A foto que posto hoje foi uma tentativa despretensiosa que me rendeu bons frutos. Minha Zenit estava carregada com um rolo do Fuji Superia Reala, um negativo fantástico em todos os sentidos, e eu queria muito fazer uma foto de exposição longa com ele. Quem já conhece minhas odisséias fotográficas sabe que eu topo com várias dificuldades técnicas para compor minhas obras - pouco tempo para fotografar, dificuldade para me deslocar para novas locações e principalmente, meu ridículo tripé - mas as adversidades não são mais fortes do que minha vontade de produzir.

Então, lá fui eu para a praia de Icaraí tentar alguma foto diferente das que já fiz, pelo menos em alguns quesitos. Já passava das 18h, então o sol já havia se posto, mas ainda havia uma fraca luz no céu, com algumas cores interessantes. Geralmente eu evito fazer fotos de exposição longa com o céu totalmente enegrecido, pois acho-as meio enfadonhas, sem sal. Aquela luzinha fraca deu um tom interessante à minha composição, então decidi que aquele era o momento de captar aquela atmosfera. Para conseguir uma perspectiva mais "apertada", vi que o que deveria fazer seria usar minha teleobjetiva de 135mm, a ISCO-GÖTTINGEN Berolina Westromat, para produzir tal efeito. Contudo, um empecilho me azucrinava: o peso final da combinação câmera + lente era extremo, algo em torno de 1400g, o que fez meu tripé de alguns míseros centímetros suar frio. Pus o equipamento sobre a calçada da praia, tendo uma noção do que a lente iria captar naquela posição, pois não podia ver pelo visor da câmera, devido à sua posição tão rente ao chão. Segurei a borboleta que aperta o pino de encaixe do tripé, prendi a respiração e apertei o cabo disparador. Fiquei algo em torno de 30 segundos assim, inerte, para conseguir o máximo de estabilidade durante a exposição, e, por sorte ou não, funcionou. Ao mandar revelar o rolo, fiquei encantado com o resultado: a combinação das luzes naturais do céu e as artificiais que iluminam a praia no fim-de-tarde deram um efeito colorido incrível, e como a exposição foi longa, o mar ficou com aquele aspecto de névoa que confere uma atmosfera mágica à foto. Resultado: ao postá-la no Flickr, ela foi parar no Explore, o que achei muito encorajador, uma vez que entre as milhares de fotos postadas todos os dias no site, 500 imagens "crème de la crème" são selecionadas para figurar no Explore, e esta minha foto ficou em oitavo lugar na semana. Legal, né?

Portanto, esta experiência me serviu de incentivo de luta contra as adversidades. As coisas podem parecer difíceis de ser alcançadas, mas nunca impossíveis. Tripé tosco, falta de posição, impossibilidade de ver através do visor... nada disso me impediu de tentar. E o resultado é este aí. Espero que gostem.

quarta-feira, maio 09, 2007


EXPERIMENTANDO NOVAS TÉCNICAS


Boa (chuvosa) tarde, leitores!

Após um período de jejum, hoje volto ao meu blog para postar o resultado de uma nova experiência fotográfica que aprendi, o HDR. HDR vem do inglês High Dynamic Range, algo como "alto alcance dinâmico". E o que seria isso?

Quando tiramos uma fotografia em situações de contraste alto - como um pôr do sol, por exemplo, a tendência é o fotômetro da máquina "ler" a cena em razão das luzes altas, regulando a câmera para captar detalhes nessa área de maior quantidade de luz. Quando isso acontece, as áreas onde a luz é menos intensa ficam um breu quase total, pois o alcance cromático do filme/sensor é limitado, não conseguindo captar detalhes nas áreas de sombra, mostrando-as na foto apenas como silhuetas. Resumindo: consegue-se captar os tons e detalhes do céu, mas o resto torna-se bastante escuro, sem detalhes. Uma das maneiras de corrigir esse problema é fazer a compensação da exposição, neste caso, expor o filme/sensor à luz por mais tempo do que o fotômetro recomenda, para reter detalhes nas sombras também. Mas o que isto custaria? Simples: os detalhes do céu se esvairiam. As áreas de sombra agora teriam bastante detalhes, mas o céu ficaria uma coisa branca, sem vida. Parece problemático, não?

Muitas vezes a intenção é exatamente criar silhuetas e mostrar as cores, para criar um clima "romântico" na foto. Mas se você quer reter tanto as cores quanto os detalhes, o HDR é a solução. Mas como funciona essa joça? De forma relativamente simples.

Para obter uma foto com o alcance dinâmico alto, você deve fazer várias fotos do mesmo assunto, na mesma posição, com valores de exposição diferentes. Desta forma, é possível fazer fotos expostas para reter tanto as cores quanto os detalhes. O ideal é realizar este processo com o auxílio de um tripé, para que as fotos tenham exatamente a mesma posição. Variando os valores de exposição (EVs) para mais e para menos em relação ao valor original determinado pelo fotômetro, consegue-se, nas exposições mais escuras, reter as cores, e nas exposições mais claras, os detalhes nas áreas de sombra. A foto que mostro hoje aqui foi confeccionada a partir de 5 fotos diferentes feitas no mesmo horário, com EVs diferentes. Usei um programinha chamado Photomatix para fundir as cinco fotos em uma só é... voilà! Lá está a Pedra de Itapuca, mostrando todos os detalhes da sua textura pétrea, sem destruir os detalhes e lindas cores que o céu exibia naquela tarde. Bendita invenção esse HDR!

sexta-feira, abril 13, 2007


O VELHO E O NOVO

Boa tarde, amigos leitores!
Embora tenha começado minha incursão pela fotografia há pouco mais de dois anos, ainda não tive uma das experiências mais intensas desta arte, que é revelar meu próprio filme. Antes de continuar o texto, é necessário explicar que revelar o filme não é o que você faz naquela lojinha do shopping para ver suas fotos. O que acontece lá são dois processos: o de revelação e o de ampliação. Revelar um filme é o ato de fazer a imagem latente do negativo aparecer, e não passar a imagem para o papel. Essa segunda etapa é o que chamamos de ampliação. Portanto, quando falo em revelar o meu filme, refiro-me a este processo, não àquele.Outro detalhe importante é que o processo é mais fácil quando se trata da revelação de uma película em P&B. A revelação de negativos coloridos é mais laboriosa, sendo posta de lado, para quando você já tiver experiência suficiente em P&B. Muitos fotógrafos até dizem que não vale à pena revelar seu filme colorido em casa, pois sai mais caro do que em um minilab. O contrário pode ser dito do P&B, pois o processo é sempre todo manual, e não automatizado, como no caso dos negativos coloridos. Esse trabalho artesanal acaba saindo mais caro se não for feito por você mesmo. Encontrei, por enquanto, duas saídas: uma é usar o filme BW400CN da Kodak, que pode ser revelado em minilabs comuns em papel para fotos coloridas, pelo processo automatizado, gastando o mesmo dinheiro que na revelação de um negativo colorido. Entretanto, isso tem um preço: o papel colorido não tem a vasta gama de tons de cinza que o papel para fotos em P&B tem, e o filme propriamente dito foi designado para fotografia social, ou seja, seus tons de cinza não apresentam o contraste elevado que os filmes P&B "reais" têm. A outra saída consiste em converter uma foto colorida para P&B através do Photoshop, onde é possível emular a gama de cinzas do filme, embora isso dê tanto trabalho quanto revelá-lo. E essa foi a opção que fiz para a foto de hoje.

Vocês já viram milhares de fotos do MAC, não há novidade nisso, mas nessa foto tentei fazer uma abordagem diferente, pois convertê-la em uma foto P&B traz um ar de nostalgia, de foto antiga, quando na verdade o que está retratado nela é uma maravilha da arquitetura moderna. A linguagem da fotografia nos permite mostrar o inusitado sem palavras, apenas com a imagem; dessa forma, a relação paradoxal da antiguidade/modernidade é transmitida em uma leitura visual que não nascera intencionalmente, mas da experimentação.Agora, cá pra nós, dá um certo trabalho converter uma imagem colorida em uma P&B que pareça foto P&B "real". À primeira vista, muitos podem achar que é só reduzir a saturação de cores a zero e pronto: lá está sua imagem em P&B, linda. Ledo engano. Ao fazer isso, você apenas transforma sua foto colorida em uma insossa foto sem cores. Fotos reais em P&B muitas vezes - ou praticamente sempre - se beneficiam de filtros coloridos, para fazer aquela cor do filtro se destacar das outras na cena. Uma foto de árvores, por exemplo, fica muito mais interessante quando feita com um filtro verde, pois este filtra esta cor, criando diferenças nos tons de cinza, como há diferenças nos tons de verde na cena real. Sem o filtro, todas as árvores pareceriam ter os mesmos tons. Quando você tira a saturação da imagem colorida, a foto se comporta como uma P&B tirada sem filtro nenhum. Na verdade um pouco pior, pois os contrastes do filme P&B são mais ricos. Por isso o uso do Photoshop ajuda muito a melhorar esse quadro, pois é possível misturar canais de cores em uma imagem monocromática, criando um efeito parecido com o que os filtros proporcionam. E foi isso que fiz para conseguir a imagem de hoje.

Nessa foto do MAC eu usei um polarizador, que escurece o céu e cria um contraste maior entre o azul dele e as nuvens, clareando-as. Em foto P&B, é muito comum não só o uso do polarizador, mas como também o do filtro vermelho, que escurece sua cor complementar, o azul. Um polarizador conjugado com um filtro vermelho pode escurecer o céu ao ponto de ele ficar totalmente negro. Esse efeito pode ser muito útil para criar dramaticidade, inclusive transformar um belo céu azul com nuvens branquinhas em um céu tempestuoso, de nuvens contrastantes. Tentei emular esse efeito de dramaticidade convrtendo a imagem original colorida usando o misturador de canais do Photoshop, que imita bem o uso do filtro vermelho. O resultado ficou parecido, embora dizem ser possível ficar igual ao da película; entretanto, isso exige um nível de conhecimento de Photoshop muuuuuuito maior do que meus parcos passos. Mas eu gostei do que saiu.

Vocês não perdem por esperar meus primeiros resultados com filme P&B de verdade. Prometo não decepcionar, rsrrsrs!

domingo, abril 08, 2007



TIRANDO PROVEITO DO ACASO



Olá, amigos!

Você já acordou algum dia com a sensação de que sua criatividade foi para a cucuia? Mesmo que você tenha ocasionalmente surtos de originalidade, sempre há um dia em que você não consegue tirar proveito de suas idéias, e, acredite, isso acontece em todos os campos. E como eu não sou diferente de qualquer outra pessoa, isso de vez em quando acontece comigo.

Um dia desses estava num mood de tirar umas fotos, mas não sabia de quê. Decidi ir à praia para aproveitar a luz colorida do pôr-do-sol para tentar algumas composições, mas eu confesso que andava meio de saco cheio de tirar fotos da praia de Icaraí... por mais belo que o pôr-do-sol de lá seja. Então eu senti na veia essa falta de criatividade. O que fazer de diferente que ainda pudesse parecer interessante? Inventar imbecilidades para parecer original nunca foi minha opção, então vi que tinha que tirar uma situação diferente do ordinário. Mas a inspiração ainda não havia batido.

Passeando pelo calçadão com a câmera em punho, deparei-me com um bando(?) de pombos descansando sobre uma trave na areia da praia. Na direção que eu seguia, não via nada demais, era apenas um bando(?) de pombos em cima de uma trave - inclusive os pobres animais são alvo de abjeção por parte dos moradores e freqüentadores da praia, por representar sujeira e transmissão de zoonoses, mas ao parar em frente à tal trave e observá-los como alegres pássaros que se reuniam como familiares num final de semana, vi que esse get together poderia dar uma boa foto. Posicionei-me de modo que eles aparecessem como silhuetas no visor da câmera, e cliquei-os, em sua agitada reunião. Confesso que gostei do resultado, mas não imaginava que ele fosse desbancar a popularidade da foto do post aterior. Surpresa minha. E um tantinho de orgulho também, rsrsr... afinal de contas foi uma foto que saiu de um dia bagaceira em termos de criatividade. Sorte minha ter tentado olhar em volta, para tentar concentrar a atenção em algo que geralmente passava batido. E ponto para os pombos, pois tiveram seu dia de modelos! :)

quinta-feira, março 22, 2007


TRABALHANDO COM AS LIMITAÇÕES


Olá, amigos leitores! Depois de algum tempo sem postar, volto com uma flor para me redimir! :)

Quando vi a rosa que está na foto de hoje, senti uma irresistível vontade de fotografá-la, pois ela estava linda, viçosa e aberta, um verdadeiro convite para uma fotografia. Mas havia um pequeno problema: ela estava em um copo, na sala de estar da minha sogra... e agora? Como não estragar a beleza de uma flor com uma foto insignificante?

A primeira providência que tomei foi arranjar um lugar onde pudesse ter uma fonte de luz razoável - afinal de contas, o que faz a diferença entre uma foto medíocre e uma interessante é a luz, então pu-la ao lado da porta da sala, sobre um piano, pois a luz que incide através do vidro que decora a porta é bastante suave. Essa suavidade da luz ajudou a criar um efeito tridimensional à foto, evitando que ela ficasse com um aspecto chapado. Entretanto, o fundo ainda era precário, pois a textura da madeira do piano não combinava em nada com a flor, e ainda por cima o verniz refletia luz demais, tirando peso da composição. Percebi que precisava de um fundo neutro, que destacasse somente a rosa, mas como conseguir isso na casa da sogra???

Saí à cata de alguma coisa preta que pudesse cobrir o verniz do piano. Achei uma apostila com a contracapa preta fosca, exatamente o que precisava naquele momento. Posicionei a capa atrás da rosa e cliquei. Resultado: uma merda. A luz, embora suave, não era suficiente para uma exposição feita na mão, sem tripé. Recorri ao meu baratinho - e vagabundo - tripé de câmeras compactas e consegui o apoio necessário. Posicionei minha poderosa Nikon Coolpix 2100 de incrívieis 2 megapixels à frente do assunto, compensei a exposição em 0.7 EV+ para conseguir mais luz nas áreas mais escurecidas e cliquei. Agora sim, tinha um registro decente da rosa. Essa foi a minha foto mais popular no Flickr ( http://www.flickr.com/photos/litewriter/341558914/ ) até ser desbancada pela foto que aparecerá no próximo post. Espero que tenham gostado!

terça-feira, dezembro 12, 2006

Olá, leitores!
Hoje vou postar uma foto de um tema bastante recorrente na fotografia, que é o pôr-do-sol. Na verdade nessa foto ele nem é o elemento principal, mas ajuda a criar o clima. Fotos feitas contra o sol podem criar um efeito indesejável, que é a parcial ou total ausência de detalhes do elemento que estiver contra ele, pelo fato dos contrastes da cena serem muito fortes. Embora às vezes seja indesejável, esse "efeito" pode ser usado para seu benefício, onde as silhuetas são usadas deliberadamente, e não acidentalmente, como no caso da foto que publico hoje.
Esse pescador estava engajado em suas atividades tranqüilamente, enquanto era banhado pelas matizes douradas e intensas do sol, que se punha no horizonte. Cheguei sem causar muito alarde, para que ele não percebesse que o fotografava. Posicionei-me de modo a valorizar sua figura, focalizei e *click*, lá estava ele eternizado em uma foto. Como os detalhes que foram suprimidos pelo contra-luz eram desnecessários - na verdade se estivessem presentes, seriam distrativos - a silhueta funcionou exatamente como queria, criando uma atmosfera romântica na foto. Esta foi tirada com minha Zenit 12XP, objetiva Helios 44M04 58mm f:2 e usando o Kodacolor 100.

terça-feira, dezembro 05, 2006


Aproveitando a onda do Natal, vou postar uma foto que tirei no Bay Market dia desses. O assunto da foto é o bom velhinho, nosso querido Papai Noel. Essa foto foi feita no meu primeiro rolo de teste com minha "nova" câmera, a Praktina FX. Essa jóia foi feita na Alemanha nos anos 50, e, embora seja antiga, é uma excelente máquina. Ela está precisando de uma limpeza geral e de um pouco de lubrificação, mas como sou muito ansioso, precisaria testar a máquina primeiro.
O filme que usei foi o Konica Minolta VX400, e usei na Praktina a objetiva Carl Zeiss Jena Triotar 135mm f:4, excelente para retratos. As cores resultantes ficaram um pouco estranhas, pois esse filme não é balanceado para luz artificial, e sim para luz do dia, e nesse lugar a luz estava mista, que pode ser pior ainda. Como o Papai Noel da foto me pareceu muito simpático - e bastante real, embora fosse um boneco, decidi registrá-lo para esquentar ainda mais o clima do Natal. Da próxima vez, vou levar um tripé e uma lente grande-angular, para captar Noel em seu cenário. Ah, outra coisa que me chamou a atenção e trouxe ainda mais motivos para fotografá-lo foi o fato de ele estar usando seu macacão de jardineiro, bem à vontade. Provavelmente estava cultivando umas ervinhas para fumar na noite de Natal. Rsrsrss...

quinta-feira, novembro 30, 2006


Depois de algum tempo de jejum, volto a postar uma foto que fiz em Petrópolis, cidade imperial do Rio de Janeiro. Para quem não sabe, Petrópolis é uma cidade bastante florida - e fria também, portanto um prato cheio para quem quer fotografar. Fotos de flores são batidas, mas eu *adoro* as flores, sendo portanto irresistível para mim fotografá-las. Nesse dia em que fotografei essa flor, acordei bem cedinho para conseguir uma luz suave e difusa, para a foto não ficar com sombras muito projetadas. Mas o tempo se virou contra mim: o céu estava nublado demais, e a luz muito fraca. Tanto o filme quanto os sensores das câmeras digitais são prejudicados pela luz fraca, produzindo imagens granuladas. O filme que usei na ocasião foi o Konica Minolta Centuria, que não é lá um grande filme, mas valeu à pena pela experiência e porque estava muito baratinho. Aproveitei que havia chovido durante a noite, deixando as folhas molhadas, e fotografei esse lírio. No pós-processamento usei um programa recomendado por minha amiga Berenice Kauffman chamado "Neat Image", que reduz bastante o granulado - ou ruído, como alguns gostam de chamar. O resultado ficou melhor, mas a definição não está lá grande coisa porque a mesma fica prejudicada pela luz insuficiente. Da próxima vez, levo filmes mais rápidos! :)

segunda-feira, outubro 02, 2006


Olá!!!
Depois de tanto tempo sem postar nada, volto à ativa pondo uma macro que fiz de uma miniatura de ferro do TOYOTA MR2 do meu irmão. Esse carrinho é lindo, realmente me chamou a atenção pelos detalhes que ele tem. Quando o vi, sabia que tinha que registrá-lo, mas como escolher um bom cenário? Parei, pensei... e então decidi por um fundo branco infinito, para ter bastante contraste com o negro da lataria do carrinho. Esse tipo de foto geralmente é feito em mini-estúdios, com luzes especiais e etc., mas como não disupunha desses recursos (para variar), usei luz natural mesmo, de um dia nublado claro, onde não há sombras muito duras, e pu-lo sobre uma folha de papel A4 branca, para criar a ilusão de fundo infinito. Não é um trabalho profissional, mas acho que dá para enganar quando visto de longe! :)

quinta-feira, agosto 31, 2006


PEDRA DE ITAPUCA

Bom, como moro em Nikiti e não tenho muito tempo para ir a outros lugares para fotografar, tenho que me virar na minha cidade mesmo. Às vezes é difícil arrumar novos lugares ou ângulos para fotografar a mesma coisa, mas de tempos em tempos tenho alguns surtos de criatividade.
Há muito que vinha tentando achar alguma oportunidade especial de fotografar a pedra de Itapuca, pois esse era um dos únicos motivos da orla de Icaraí que não havia fotografado ainda. Já havia visto algumas fotos da tal pedra, mas a maioria delas era apenas tirada em um dia ensolarado, comum, não trazendo nada de especial à foto. Decidi que a minha não seria assim, que eu queria que ela tivesse algo de diferente... então cheguei à conclusão: fotografa-la-ia ao anoitecer, em uma exposição longa!
Nesse dia, eu estava apenas com a minha Nikon compacta, que não me oferece grandes recursos para controlar os resultados, mas mesmo assim resolvi experimentar. Como sabia que iria precisar de algum apoio para conseguir realizar a exposição longa com sucesso, pois senão a foto sairia um borrão só, levei meu tripé baratinho para me dar esse apoio tão importante. Escolhi um bom lugar - o coletor de lixo que fica preso ao poste - e posicionei a máquina. Não fiz apenas uma tomada, mas pelo menos umas três; como o resultado depende dos parâmetros que a máquina escolhe, fiz as tomadas usando as diferentes configurações que a câmera oferece, para comparar mais tarde e ver qual ficara melhor. E essa que vocês podem ver foi a que mais gostei, pois foi a que demonstrou o melhor equilíbrio na exposição. Ficar totalmente satisfeito eu não fiquei, pois é visível o quanto as luzes altas do canto direito ficaram estouradas, dada a grande abertura que a burra da máquina escolheu, mas valeu pelo ângulo amplo que a lente oferece, e pelo imediatismo da foto digital.
Agora, um pouquinho de história: diz a lenda que a pedra de Itapuca abriga em seu interior a índia Jurema e seu amor proibido, Cauby. Jurema estava prometida para casar com o guerreiro mais valente de sua tribo, mas o destino fez com que ela se apaixonasse por Cauby. Como toda boa novela mexicana (rsrsrsr), é claro que a tribo dela ficou furiosa e os proibiu de se encontrarem. Jurema cantava e chorava todas as noites em frente à pedra, até que um dia Cauby reapareceu. Os dois se amaram novamente, mas foram descobertos pela tribo dela. Emboscados, foram assassinados. Como Jurema cantava à lua e ao mar, a primeira sentiu pena de seu trágico destino, e pediu à Tupã, deus indígena do trovão, para que os unisse dentro da pedra, para que consolidassem seu amor. Tupã, muito solícito e tocado pelo acontecido, realizou o pedido da lua, e os dois foram transportados para o interior da pedra, onde são um só. Lindo, não? ;-)

terça-feira, agosto 22, 2006


Clichês

Todo mundo com certeza já viu alguma foto de um pôr-do-sol. Ou alguma foto de flores, ou insetos... enfim, em qualquer arte há o clichê. Uma foto torna-se clichê a partir do momento em que o tema que ela retrata é repetido à exaustão, criando um certo desinteresse no observador. Mas, em alguns casos, é muito difícil resistir a um clichezinho.
Eu, por exemplo, sempre tive uma conexão íntima com o mar. Sempre o admirei - e respeitei, e a beleza de um mar azul é inegável. E como mar combina com sol - o regente do meu signo, resistir à tentação de registrar os dois em comunhão é muuuuuuito difícil para mim. Todos sabem que fotos de pôres-do-sol são comuns e batidas, mas convenhamos, as composições variam muito, de horríveis a maravilhosas, então se você se propõe a registrar um tema batido, tente pelo menos criar algum interesse a mais na sua foto. Isso fará com que o clichê fique pelo menos mais atraente.
A foto que publico hoje foi tirada quase que por acidente. Vinha eu do trabalho num fim de tarde escaldante, pensando na vida, quando me deparei com o imponente rei sol a se pôr no horizonte da baía da Guanabara. O céu estava vermelho, e a atmosfera era muito inspiradora, já que muitas pessoas se reúnem nos fins de tarde em frente à baía da Guanabara para ver o lindíssimo pôr-do-sol. Por um acaso eu estava com minha Coolpix na bolsa, e aproveitei para fazer umas fotos. Compus o registro de uma forma que houvesse vários planos, e incluí o elemento humano na foto para criar um interesse maior. Gostei bastante do resultado, embora ele esteja longe da perfeição - se é que isso existe! ;-)

terça-feira, agosto 15, 2006


APROVEITANDO O TEMPO

Hoje foi feriado na cidade onde trabalho, e, como não poderia deixar de ser, aproveitei para sair e tirar umas fotos. Como tenho trabalhado e estudado mais ultimamente, meu tempo para fotografar tem ficado escasso, mas sempre que uma oportunidade como um feriado aparece, aproveito-a o máximo possível.Na foto de hoje tirei proveito das belas cores que o sol proporciona no fim da tarde. Embora estejamos no inverno, um calor intenso tomou conta da cidade, então previ que o fim da tarde teria cores muito vibrantes. Por volta das 17:00h peguei minha mochila, enfiei três máquinas dentro dela e parti para a sessão fotográfica. Saí com duas analógicas e uma digital, para que não perdesse nenhum detalhe. As duas analógicas foram minha Zenit 12XP e a Yashica FXD do meu pai. A primeira carregada com um Kodak BW400CN (filme P&B revelável em minilab) e a segunda com um Agfa Vista 100, colorido. A digital foi minha compacta Nikon Coolpix 2100.Você deve estar se perguntando porque saí com tantas câmeras. Na verdade foi para ter a maior versatilidade possível. Apenas a Zenit eu não usei, pois para o que queria fazer eu precisaria de um tripé alto, coisa que ainda não tenho. E como a intenção era registrar cores, usei a Yashica e a Nikon.O filme da Yashica estava bem no finzinho, então só pude tirar duas fotos. Terminado o rolo, saquei a Nikonzinha e tirei algumas fotos do pôr-do-sol, que exibia cores fantásticas. Os resultados ficaram até bons, mas na verdade a falta de controles manuais na minha compacta me irrita um pouco. Digo isso porque para tirar fotos de paisagens, devemos escolher a menor abertura possível do diafragma, para podermos pôr a maior quantidade de elementos do cenário em foco, e como é a máquina que "escolhe" esse parâmetro automaticamente - no caso de uma compacta, a abertura do diafragma deixa a desejar. Enquanto nas minhas analógicas eu tiro fotos de paisagens em f16 ou f22, a minha pequena desgraçada Nikon faz fotos de paisagem no medíocre f2.8. Quase inacreditável. Isso sem falar que após tirar as fotos, tenho que processá-las no PC, para aumentar contraste, saturação, etc. etc., uma vez que as lentes que vêm nessas compactas são baratas de dar vergonha, e geralmente seu desempenho deixa a desejar.Bom, fora as críticas ao equipamento, a paisagem compensou os problemas técnicos, e eu aproveitei para captar da melhor forma possível as cores que me encantavam naquele momento. Enquadrei da melhor forma que pude, e voilà! Deixei gravado nos meus arquivos o registro daquele quente e colorido crepúsculo vespertino. Agora me resta esperar algum outro bom feriado, de preferência daqueles que são emendados em algum dia útil, para poder me divertir deveras!